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  • Cristina Carvalho Tomasi

BREVE HISTÓRICO E CONCEITO DE REFORMULAÇÃO PARA APRIMORAR O ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA

Ao longo período na história, o conhecimento era ofertado por modelo informal, pela família, tribo ou comunidade, no qual o aprendizado das observações de tarefas diárias, onde as crianças aprendiam conforme os costumes de suas origens e a hierarquia presente em todas as formas de aprendizagem .Em comunidades primitivas, a educação tinha como modelo de vida existente, onde se ensinava às gerações. Neste contexto observa-se que o processo educativo visava manutenção e sobrevivência. As primeiras civilizações eram caçadores nômades, sem habitação fixa, limitação de registros dos avanços científicos e intelectuais nesse período. Ao longo do tempo surgi a necessidade de adaptar-se a um mundo em transformações de povos era inevitável e a vida se tornava mais complicada. Nesse período as pessoas comercializavam entre si e havia entre ambas a necessidade de anotar a parte de cada família na caçada, surgindo assim a concepção de contar.

Conforme VITTI (1999, p. 50);

A história dos números tem alguns milhares de anos. É impossível saber exatamente como tudo começou. Mas uma coisa é certa; os homens não inventaram primeiro os números para depois aprenderem a contar. Pelo contrário, os números foram se formando lentamente, pela prática diária das contagens.

De acordo Boyer (1996, p. 14), os conhecimentos desvendados nos papiros eram muito práticos e o elemento principal eram cálculos. Atualmente a prioridade de teóricos para resolução de problemas não ligados à realidade dos alunos, que não os compreendem, surgiram as dificuldades em matemática, levando muitos ao desinteresse pela disciplina. Neste sentido na pratica pedagógica observamos alunos que apresentam dúvidas e resistência em desenvolver alguns conceitos matemáticos e uma grande oposição em aprendê-la. Alguns alunos revelam no cotidiano o sentimento que têm pela matemática. Conforme pesquisa realizada em um site (Educação Pública, 13 2007), alguns razões variadas sobre o pensamento que nutrem sobre a Matemática; - Por mim, a matemática não existia, pois é muito chata!!!; - Pois a matemática tem muitos cálculos.

Contudo aprender matemática não é tarefa fácil, mas é preciso inovar o ensino demonstrando cada vez mais a importância dessa área do conhecimento diariamente. Desta forma os alunos tende a ser um sujeito crítico e participativo para que o processo de ensino e aprendizagem .

Autora e pesquisadora SADOVSKY (2007, p. 15) deixa claro que baixo desempenho dos alunos em matemática é uma realidade em muitos países, não só no Brasil. Atualmente o ensino de Matemática menciona só regras mecânicas oferecida pela escola, que nem sabem onde utilizar em pratica diária.

A falta de capacitação dos docentes para aprofundar os aspectos mais relevantes dentro do ensino de matemática são aqueles que possibilitam considerar os conhecimentos prévios dos alunos, as situações e os novos saberes a construir. Com os avanços tecnológicos e conteúdos passaram a ser mais complexos e a formação tornou-se insuficiente, pois se esperava que professor de matemática ensinasse cálculos mas atualmente as calculadoras, computadores e outros elementos tecnológicos são recursos úteis que podem realizar de modo mais rápido e eficiente às tarefas propostas, isto é, podendo ser um valioso instrumento para auto avaliação, verificação de resultados, correção de erros. Contudo a sociedade espera do professor outras competências que possibilitem a formação de crianças autônomas, capazes de ler diferentes formas de representação e de elaborar projetos e concepções para novos problemas, além das atividades desenvolvidas em sala de aula.

Segundo PARRA (1993, p. 11) menciona: O mundo atual é rapidamente mutável, a escola como os educadores devem estar em continuo estado de alerta para adaptar-se ao ensino, seja em conteúdos como a metodologia, a evolução dessas mudanças que afetam tantas condições materiais de vida como do espírito com que os indivíduos se adaptam a tais mudanças.

Afirmando que educadores matemáticos como a escola devem estar em constante evolução para atuarem no mundo moderno, o que será proveitoso não só para os alunos, futuros interessados, mas para todo conjunto da sociedade moderna.

Não há dúvida que, com os avanços tecnológicos atuais os homens necessitam de preparação para sobreviver em um mundo tão competitivo, e a aplicação da Matemática faz-se necessária.

De acordo com (TAHAN, 2006, p. 148), quando os geômetras da antiguidade estudavam as seções cônicas, quem poderia prever que dois mil anos depois, desenvolveriam um papel fundamental na construção de telescópios em astronomia. Matemática é uma Ciência que compõe evolução significativa a cada instante, pode ser considerada como um corpo de conhecimento constituído por teorias bem determinadas, sendo aplicável a todas as disciplinas e desempenha um papel dominante na ciência moderna. A reformulação é importante salientar que a matemática não é um processo mecânico de se chegar a um resultado, pois temos máquinas que são muito mais eficientes em fazer isso ,sendo um conjunto de dados organizados logicamente, e rigorosamente verificados pela eficiência de sua estrutura, com conceitos triviais, os algoritmos que confirmam as propriedades dos números até sua lógica que permite chegar a um processo “mecânico”.

A sociedade se impõe cada vez mais competitiva com necessidade de profissionais com melhor preparo na área de exatas. Desta forma as Universidades estão cada vez mais acrescentando a Matemática em suas grades curriculares, pois o modelo exato da Matemática acrescenta no profissional um diferencial, não diríamos em termos de cálculos numéricos, mas do raciocínio lógico. Cabe o docente de Matemática, o compromisso perante a sociedade, preparar as novas gerações para o mundo em que terão que “sobreviver”. Refletindo na aprendizagem para que os alunos adquiram as habilidades que serão indispensáveis para que o desempenho de acordo com o avanço da tecnologia.

VITTI (1999, p. 32 /33);

É muito comum observarmos nos estudantes o desinteresse pela matemática, o medo da avaliação, pode ser contribuído, em alguns casos, por professores e pais para que esse preconceito se acentue. Os professores na maioria dos casos se preocupam muito mais em cumprir um determinado programa de ensino do que em levantar as idéias prévias dos alunos sobre um determinado assunto. Os pais revelam aos filhos a dificuldade que também tinham em aprender matemática, ou até mesmo escolheram uma área para sua formação profissional que não utilizasse matemática.


Autora:Cristina Carvalho Tomasi.

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